e-boletim nº 11 - Junho de 2009   
ActionAid ajuda vítimas das inundações no Maranhão
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Raimunda (foto ao lado) tem 12 anos e está abrigada com sua família no mercado de peixe de Pedreiras, no Maranhão, desde que perderam sua casa na enchente em maio. A mãe está doente, internada no único hospital da região que não está alagado.

“O exército trouxe um balde, uma vassoura, 3 barras de sabão e duas cestas básicas para que fossem divididos entre todos no abrigo”, conta a menina.

No abrigo improvisado onde está Raimunda e sua família, estão vivendo 35 pessoas e há somente um banheiro.

A ActionAid está trazendo sua experiência internacional em situações de emergência para ajudar as vítimas das enchentes no Maranhão, o segundo estado mais pobre do Brasil. Em 2007, o trabalho em emergências da ActionAid Internacional recebeu o Prêmio Sasakawa para Redução de Desastres das Nações Unidas.

Em parceria com a Assema (Associação em Áreas de Assentamento do Estado do Maranhão), a ActionAid está mobilizada para levar atendimento médico de emergência para as comunidades e fornecer remédios e kits de higiene pessoal para os desabrigados.

A situação é muito grave em Pedreiras e Trizidela do Vale. O rio Mearim que divide os dois municípios subiu 9 metros deixando grande parte das cidades debaixo d’água. Dos 60 mil habitantes, 23 mil estão desalojados e desabrigados. Há falta de alimentos, de água potável, de médicos e de enfermeiros.

“A cada dia aumenta o número de pessoas com doenças causadas pela inundação. A tendência é piorar na medida em que as águas baixarem”, afirma Ronaldo de Souza, assessor técnico da Assema.A previsão das autoridades de saúde é que aumentem os casos de doenças relacionadas à contaminação da água, como diarréia, hepatite e leptospirose e a proliferação de mosquitos transmissores de malária e dengue.

“Nossas equipes de saúde são pequenas e não dão conta de atender a todos”, afirma Ediuene Costa Souza, Secretária Municipal de Saúde de Trizidela do Vale.

Escolas inundadas, aulas suspensas

Grupo fundador da União de MulheresAs escolas que não sofreram inundações estão servindo de abrigo para quem perdeu tudo. As aulas estão suspensas em todas as 150 escolas dos dois municípios e ainda não há previsão de retomada das atividades.

São mais de 17 mil alunos da pré-escola e dos ensinos fundamental e médio sem aula..

"Somente quando as escolas deixarem de abrigar os desalojados pela chuva é que poderemos retomar as atividades. Teremos que planejar de que maneira vamos repor as aulas para os 10 mil alunos que freqüentam a rede pública de ensino”, afirma Júlio César da Silva, técnico da Secretaria Municipal de Educação de Pedreiras.

Gabriel (foto ao lado), 11 anos, não está indo à escola, mas ao contrário de seus amigos, que comemoram a suspensão das aulas, ele não está gostando de ver sua casa e o campo de futebol onde costuma jogar bola debaixo d’água.

“Estão aparecendo muitas cobras. No outro dia, uma cobra comeu um pato no quintal de fundos do abrigo onde estou vivendo com minha família. E ainda tinha outra bem grande por perto”, conta.

“Além da ajuda emergencial, para nós é importante ajudar às pessoas a reconstruir suas vidas e a educação tem um papel primordial. Este é um dos indicadores mais importantes de que a vida nestas comunidades afetadas voltará ao normal. Vamos contribuir com nosso apoio para que as famílias desabrigadas retornem para suas casas ou sejam realocadas a fim de que as aulas possam ser retomadas o quanto antes”, afirma Rosana Heringer, coordenadora Executiva da ActionAid.


Você também pode ajudar! Para fazer uma doação e apoiar nosso trabalho junto às vitimas das enchentes no Maranhão, ligue para 0300 789 8525 ou clique aqui.

 
 
©Mariana Leal/ActionAid/ Brasil
 
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