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Mônica Prado, 52 anos, seu marido John Gualberto, e a filha Manoela Duarte, 23 anos, estão unidos com um mesmo propósito: ajudar a transformar a realidade daqueles que vivem em comunidades pobres do Brasil. Cada membro da família, que mora em um bairro de classe média de São Paulo, decidiu apadrinhar por meio da ActionAid uma criança de áreas pobres do Norte de Minas Gerais.
“Vi o anúncio na televisão e liguei na hora. É maravilhoso poder ajudar uma criança a ter um futuro melhor”, conta Mônica (na foto, à esquerda).
As crianças que estão vinculadas à família são do município São João das Missões, no Sertão do rio São Francisco e pertencem à tribo indígena Xakriabá. Nesta região semi-árida, 75% dos municípios estão abaixo da linha da pobreza. É lá que estão os índices de desenvolvimento humano mais baixos do país (IDH 0,54), comparável a países extremamente pobres como a Mongólia e a Nigéria.
Diversos povos tradicionais, como os índios Xakriabá, remanescentes de quilombolas e os geraizeiros (agricultores familiares estabelecidos na Serra Geral há mais de 200 anos) lutam pelos seus direitos básicos. “Nunca tinha ouvido falar dessas comunidades antes, dos quilombolas e dessa tribo indígena”, conta Mônica.
Quando as fotos das crianças chegaram na casa dos doadores foi uma comoção. “Recebi a fotos e vi a carinha da Eva (ao centro, na foto ao lado), a criança que apadrinho, e vi que realmente é preciso ajudar”, conta Manoela, que é formada em jornalismo, trabalha como gerente de contas de uma empresa de metereologia e ainda estuda publicidade à noite.
“O mundo e o nosso país estão assim porque as pessoas só pensam no seu próprio umbigo. Se começarmos a olhar para o lado, veremos que há muito ainda o que fazer pelos outros. Se eu posso dar um pouco, que não vai me fazer falta, por que não?”, questiona a jovem.
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Outro momento emocionante foi a mensagem de final de ano que cada um recebeu de sua criança.“Eu só tenho uma filha, sempre quis ter mais, mas como não foi possível fico feliz em saber que estou ajudando o meu pequerrucho, o Gilmar (na foto à direita)”, conta Mônica.
Para Manoela e Mônica, quem nunca experimentou a sensação de doar algo de si para os outros nunca vai poder saber o quanto é gratificante. “Não dá para explicar, é uma sensação muito gostosa, a gente passa a viver melhor”, conta Mônica.
Ela mesma doou um de seus rins para salvar a vida do marido e defende que a solidariedade é um caminho para transformar o mundo.
“As cidades grandes estão uma loucura. Se pararmos um minuto para pensar nas outras pessoas, aí sim, poderemos ter um futuro!”, diz.
Entusiasmados com a experiência junto às crianças apadrinhadas, eles não perdem a oportunidade de mostrar para amigos as mensagens e fotos das crianças. “Quem sabe eles também não se interessam e possam sentir a mesma emoção que eu?, aposta Manoela.
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