e-boletim nº 06 - Março de 2008   
Informação que salva vidas nas enchentes em Moçambique
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De dezembro de 2007 a fevereiro de 2008, a população rural de Moçambique passou por uma das piores inundações de sua história. Mais de 100 mil pessoas tiveram que ser evacuadas de áreas de risco e reassentadas. Foram perdidos mais de 37 mil hectares de plantações, comprometendo a produção de alimentos no país.

As equipes da ActionAid, junto às organizações locais e às instituições governamentais, trabalharam provendo informação, apoio e suprimento para os desabrigados e na evacuação das pessoas de áreas perigosas. A atuação rendeu um reconhecimento público pela eficácia do trabalho de comunicação voltado para as vítimas.

O teatro e as rádios comunitárias foram ferramentas de informação importantes para alertar os moradores sobre medidas simples para proteger a própria saúde e melhorar a higiene dos reassentamentos.

“Latrinas, água tratada e sabão só evitam a propagação do cólera se a população entender a importância da higiene. É preciso que compreendam que há um tratamento simples que pode salvar vidas”, diz Paulino Timana, que coordena o trabalho de saúde e saneamento da ActionAid na área afetada pelas enchentes.

Os programas de rádio eram veiculados em português e na língua local. O Grupo do Teatro do Oprimido, que viajava junto com as equipes de emergência, apresentava um espetáculo com música, humor e dança para alertar sobre as formas de contaminação do cólera, já que um surto da doença eclodiu no início de fevereiro vitimando centenas de pessoas.

 
ActionAid em novo endereço
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A ActionAid está de casa nova! O escritório da ActionAid Brasil passou a funcionar na Rua Morais e Vale, 111/5º andar, cep 20.021-260, localizada no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Os telefones de contato são (55 21) 2507-1543 e o fax é (21 55) 2507 0332.

A ActionAid Américas também se mudou para o mesmo endereço, no 3º andar.

 
Congresso Nacional recebe mais de 300 cartas da França
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Entre janeiro e março deste ano, mais de 300 cartas chegaram da França diretamente ao Congresso Nacional brasileiro, em apoio à luta do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), organização parceira da ActionAid.

A mobilização, fruto de uma parceria entre a ActionAid e da rede francesa Peuples Solidaires, é endereçada ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, e demanda que o Congresso Nacional dê prioridade à discussão e à aprovação da Lei do Babaçu Livre.

“A ActionAid quer dar visibilidade às lutas dos grupos de mulheres que buscam fazer valer seus direitos relativos ao acesso à terra e demais recursos naturais necessários para garantir meios de vida, segurança alimentar e nutricional. A rede Peuples Solidaires também quer que as autoridades brasileiras ouçam os pedidos das mulheres quebradeiras de coco, por isso, eles se uniram a nós nesta luta”, diz Rosana Heringer, coordenadora de Direitos das Mulheres da ActionAid no Brasil.

Em âmbito federal, o projeto de lei já foi aprovado na Comissão de Meio Ambiente e na Comissão de Constituição e Justiça. “Nossa preocupação é que agora inventaram que o projeto deve passar também pela nova Comissão de Agricultura, formada por representantes do agronegócio, da UDR, ruralistas e latifundiários. Temos que garantir que nossos direitos sejam assegurados”, diz Benedita Freire, do MIQCB do Maranhão.

Para as mulheres que vivem nos estados do Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí, a lei pode garantir a única forma de sustentar a família. “A gente está lutando por uma lei que não está escrita em lugar nenhum: é a lei da sobrevivência”, resume Maria de Jesus Bringelo, a Dona Dijé, quebradeira de coco do município de Monte Alegre, no Maranhão.

 
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